Páginas

terça-feira, 16 de setembro de 2014

PUB BÄCKER CONFINS – Enquanto não corria o voo...

A espera de uma longa conexão em um voo é algo bastante maçante. A agonia pode ser amenizada com a leitura de um bom livro, uma soneca tirada encostado na cadeira ou um bate-papo nas redes sociais até a bateria do smartphone acabar. Felizmente já existe a opção de passar o tempo degustando uma cerveja artesanal de qualidade. Nos aeroportos do mundo estão se instalando cada vez mais cervejarias que oferecem esse tipo de produto. Os Estados Unidos são os melhores favorecidos nesse sentido. O Aeroporto Internacional de San Diego, por exemplo, tem o bar da Stone Brewing Co., que fica localizada no terminal 2. Eisenbahn e Devassa foram precursoras no Brasil, mas suas instalações no aeroporto de Guarulhos encontram-se atualmente fechadas. Já em Minas Gerais, caso sua conexão seja no aeroporto de Confins, o tempo e a sede já podem ser supridos através do Pub Bäcker Confins.



Inaugurado em junho para a Copa do Mundo, o pub foi muito frequentado pelos turistas que iam acompanhar os jogos. Torcedores da Argentina, Colômbia, Grécia e Bélgica foram alguns que frequentaram o pub. Eu o visitei depois de terminada a Copa, enquanto esperava uma conexão de algumas horas para Belém, Pará. Foi bom para passar o tempo e conhecer alguns rótulos ainda não degustados. Apesar da fama que cerca os produtos vendidos em aeroportos, foi com deleite que verifiquei que os preços das cervejas no pub eram justos, para dizer o mínimo.

A primeira cerveja consumida foi uma garrafa da Brazuka. Do estilo bohemian pilsener, ela foi lançada em homenagem a Copa do Mundo. Sua receita foi elaborada pelo mestre-cervejeiro Paulo Schiaveto em uma edição limitada com produção de três mil litros.



Já os chopes que estavam sendo servidos eram o Pilsen e o Capitão Senra. Pedi o segundo, já que também ainda não tinha provado antes. A cerveja é uma homenagem ao oficial aposentado do exército brasileiro que escoltou diversos políticos de renome, sempre em sua Harley Davidson. Atualmente é um colecionador das motos da marca americana, que ficam armazenadas num galpão localizado na região da Pampulha.

Depois foi hora de comer um hambúrguer para encarar as cervejas da linha 3 Lobos (aqui vale comentar que o bar ainda não dispõe de uma cozinha completa, as comidas são pré-preparadas e esquentadas na hora que é feito o pedido). Os rótulos dessa linha são inspirados na escola cervejeira dos Estados Unidos. Adjuntos são usados em algumas receitas, como capim-limão, casca de laranja, açúcar mascavo, e até maturação em madeira é realizada. Todas da linha eu já havia provado antes, mas valeram a repetição, vide sua qualidade e ótimo custo-benefício. As consumidas no pub foram a Pele Vermelha, que recebe adição de raspas de laranja da terra, e a Bravo, que além do açúcar mascavo tem parte de sua produção maturada em madeira amburana.

Bäcker Brazuka - bohemian pilsener - 4,7% ABV
Cor amarela e brilhante. Espuma alva e cremosa. Aroma de grãos, malte e diacetil. Sabor similar, amargor baixo a médio. Seca e limpa. Corpo leve e refrescante. Senti falta de mais lúpulo.
Bäcker Capitão Senra - amber lager - 5,3% ABV
Cor vermelha e translúcida. Aroma de malte, biscoito e leve tostado. Sabor similar, um pouco frutada e com bom amargor. Final satisfatório e limpo. Honesta.
Bäcker 3 Lobos Pele Vermelha - American IPA - 6,9% ABV
Cor vermelha e translúcida. Espuma cor bege e boa formação. Aroma cítrico, maltado e um pouco alcoólico. Sabor similar, equilíbrio entre malte e lúpulo. Médio amargor. Corpo médio, leve sensação de álcool. Retrogosto amargo (persistente) e bem seco, sugerindo outro gole.
Bäcker 3 Lobos Bravo - imperial porter/wood and barrel aged strong beer - 9% ABV
Negra e opaca. Espuma cor bege e compacta. Aroma doce, amadeirado/baunilha, maltado, frutas escuras, álcool e vinho tinto (?). Sabor similar, lúpulo marcante. Amargor médio a alto. Corpo licoroso. Finaliza doce e torrada. Complexa.


Se beber, não dirija, mas se for voar e não for o piloto, aproveite com moderação.

5 comentários:

  1. Semana passada estive em BH e, consequentemente, cheguei por Cofins.
    Ao ver a cervejaria no aeroporto salivei como criança por doce.
    Fui até o caixa e pedi por uma Pele Vermelha (a única das Bäckers que conhecia).
    A garota do caixa me informou, olhando para o lado que "essa não tem mais". Ok, cervejas acabam e então perguntei:
    - Você pode me sugerir alguma no estilo para eu conhecer?
    E a garota do caixa, sem responder, simplesmente arrastou um menu em minha direção sem balbuciar nenhuma palavra, ou seja, ficou subentendido:
    - Tenta achar o que quer ai porquê estou aqui pra vender e não para esclarecer sobre nossas cervejas.
    Virei as costas e fui embora... decepcionado!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que péssimo atendimento, Mightor! Na ocasião em que visitei achei os funcionários meio crus com relação a conhecimento sobre cerveja, mas também não exigi muito deles, pois já tinha em mente tudo que queria beber. Ao menos se mostraram cordatos e educados comigo, e isso é o mínimo que esperamos quando atendidos. O único ponto negativo que percebi foi a cozinha, como mencionei na postagem, mas relevei por crer que ainda estavam em adaptação. Tentarei repassar o seu caso para a Backer, a fim de treinarem melhor seus funcionários.
      Abraços

      Excluir
    2. A verdade que atendimento é tudo !!! acho que neste caso falta é GERENCIA !!! pois a equipe depende da GERENCIA!!! tem que melhorar!!!!! e uma empresa desta não disponibiliza WI-FI para clientes ???? estamos no seculo XXI

      Excluir
  2. A verdade que atendimento é tudo !!! acho que neste caso falta é GERENCIA !!! pois a equipe depende da GERENCIA!!! tem que melhorar!!!!! e uma empresa desta não disponibiliza WI-FI para clientes ???? estamos no seculo XXI

    ResponderExcluir