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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

HOCUS POCUS – Do caldeirão para os bares

Hocus pocus, abracadabra, sim sim salabim, alakazam são algumas palavras mágicas do ilusionismo que servem como formas de encantamento. São ditas por mágicos na hora de tirar um coelho da cartola ou por bruxos quando criam poções mágicas no caldeirão. E em um desses caldeirões entraram ingredientes naturais e vivos que geraram poderosos elixires. Foram magistralmente criados por mestres que também buscaram inspiração nas músicas da banda Focus. Desse caldeirão surgiu a cervejaria Hocus Pocus e dela saíram líquidos sagrados também chamados de cervejas artesanais.


Focus – Hocus Pocus (Ao Vivo, 1973)
Show que inspirou o nome da cervejaria


Do caldeirão para os bares. A Hocus Pocus é a nova cervejaria que sai da produção caseira para entrar no mercado. Suas cervejas são produzidas na microcervejaria Allegra, de Jacarepaguá-RJ, na forma de contract brewing – uma espécie de aluguel de uma cervejaria para fazer rótulos de outra cervejaria, como uma alternativa mais barata vide a inviabilidade de investimento numa planta própria.

O primeiro rótulo lançado foi a Magic Trap – o registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) saiu semana retrasada. Ela é inspirada na cerveja Delirium Tremens, porém numa versão mais alcoólica e frutada que a clássica belga. Por enquanto ela só está disponível em chope e a previsão é que em dezembro saia a versão engarrafada.

rótulo da Magic Trap


Sua estreia foi há dois meses no Botto Bar – foi no curso de produção de cerveja ministrado pelo Leonardo Botto que Vinicius Kfuri e Pedro Henrique Butelli (sócios da Hocus Pocus) aprenderam a fazer cerveja em casa. Ela também já participou de algumas feiras gastronômicas de produtores artesanais, como a Junta Local e o Festival de Gastronomia e Food Trucks. Atualmente os chopes podem ser bebidos, além do Botto Bar, nos bares Antiga Mercearia e Bar e Bier em Cultuur. Em breve estará no Lupulino e Delirium Café. E já está confirmada a sua participação no Mondial de la Bière.

Tive a oportunidade de ganhar a garrafa da Magic Trap ainda em sua versão caseira  e com o antigo rótulo. Do estilo Belgian specialty ale, ela foi produzida com adição de especiarias (canela), levedura trapista e possui 8% de teor alcoólico.


Hocus Pocus Magic Trap - Belgian specialty ale - 8% ABV
Cor dourada a cobre, límpida e brilhante. Espuma cor branca de baixa criação e moderada retenção. Aroma frutado – lembrou banana frita e pera caramelizada. Malte marcante, notas de grãos e biscoito. Notas de fermentação, tutti-frutti e algum condimentado. Caramelo (?) e leve tostado. Álcool presente e perfumado, mas nada desagradável e quase encoberto. Não percebi a canela. Sabor similar ao aroma. Frutado em destaque, notas condimentadas (canela perceptível, mas sutil) e malte presente. Amargor médio. Notas de fermentação destacadas. Corpo médio. Carbonatação média. Sensação alcoólica, mas sem agredir. Aftertaste longo e doce.


A versão registrada é um pouco diferente da caseira. A atual não leva canela, o seu teor alcoólico está um pouco maior (9% ABV) e está enquadrada no estilo strong golden ale.

A cerveja APA Cadabra, outro rótulo da Hocus Pocus, também já foi liberada para comercialização. A previsão é que seja lançada também em dezembro. A sua versão caseira está concorrendo na final da categoria American pale ale do concurso da ACervA Carioca, que ainda não divulgou os vencedores. Fica a torcida!

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