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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

BACKER LAS MAFIOSAS - Mineira investe novamente em estilos de cervejas da escola americana

Las Mafiosas é o novo projeto da cervejaria mineira Backer, uma série de cervejas que faz parte da linha 3 Lobos, com estilos de cervejas inspiradas na escola americana.



Os “lobos” saíram do cenário do velho oeste e entraram no universo dos mafiosos. Com isso nasceram Diabolique, Corleone e Tommy Gun, personagens fictícios inspirados em histórias em quadrinhos, com uma pegada um pouco mais obscura e noir da máfia, mas sem perder o bom humor.

Os personagens dão os nomes aos rótulos das cervejas criadas em parceria com a mestre cervejeira Alex Nowell, proprietária da cervejaria americana Three Weavers Brewing Co., da Califórnia.



Diabolique é uma American IPA, com 7,5% de teor alcoólico, 52 unidades de amargor e que leva na receita o limão capeta orgânico (também conhecido como limão cravo). É uma releitura da The Messenger, cerveja produzida de forma colaborativa pela Three Weavers com a Noble Ale Works:

Cor dourada a âmbar. Limpa e borbulhante. Espuma de cor quase branca, média a alta criação, boa retenção e que sujou as laterais do copo. Aroma fresco, boa lupulagem, notas cítricas de laranja e limão. Segue herbal, floral e picante. Malte perceptível com certo dulçor e biscoito. Na boca vem o amargor médio a quase alto, com notas herbais, levemente resinosas e picantes. Maltado aparente com o biscoito. O frutado cítrico apareceu menos na boca que no aroma. Aftertaste seco e amargo, com o limão aparente e um pouco de gramíneo. Corpo e carbonatação médios. Sem adstringência e álcool quase imperceptível. Boa IPA, com bom aroma de lúpulo e maltado em segundo plano - um pouco mais de lúpulo frutado seria o ideal. Bom amargor, apenas um pouco gramíneo no aftertaste. 



Corleone é uma Imperial Red Ale, com 7,7% de teor alcoólico e 62 unidades de amargor. A cerveja já conquistou medalha de prata no Festival Brasileiro de Cerveja, em Blumenau, medalha de ouro na South Beer Cup, em Mar del Plata, Argentina, e medalha de ouro na Copa Cervezas de América, no Chile:

Cor marrom mogno e vermelha contra a luz. Espuma bege, com média a baixa criação, que se mantém com leve camada e sujando um pouco as laterais do copo. Aroma maltado em primeiro plano e bem agradável - tostado, caramelo, toffee, biscoito e waffer. Lúpulo em segundo plano com agradável e moderado cítrico. Quando esquentou veio o chocolate. Sabor com a lupulagem em primeiro plano. Amargor médio, herbal e resinoso de grapefruit. Notas de malte em seguida com biscoito, leve tostado, amendoim (?) e caramelo. Aftertaste amargo e persistente - verde. Corpo médio, carbonatação média a alta, quase frisante. Leve percepção alcoólica e sem adstringência. Boa cerveja, mas curiosamente o aroma é mais malte e o sabor é mais lúpulo. Um equilíbrio entre ambos seria o ideal.



Tommy Gun é uma Double IPA, com 8,4% de teor alcoólico e 68 unidades de amargor. Foi a minha preferida dentre as três cervejas degustadas:

Cor dourada a âmbar. Limpa e muito borbulhante. Espuma quase branca, de alta criação e alta retenção - textura cremosa - que sujou as laterais do copo. Aroma inicial com muita tangerina, seguido de intenso resinoso e um pouco de pimenta. Maltado leve em segundo plano, com grãos, cereais, pão e caramelo (?). Sabor segue o aroma. Frutado muito agradável e intenso (melão). Amargor médio a alto, herbal, resinoso e picante - que cresce no fim do gole, quase gramíneo. Aftertaste seco e amargo, mas que não persiste e deixa a boca limpa. Corpo alto, carbonatação média a baixa, textura cremosa. Sem adstringência. Leve álcool e calor, mas sem agredir. Boa DIPA que não deve nada aos pares norte-americanos. Boa como está, mas um maior aroma cítrico a deixaria perfeita.


Parabéns à Backer pela iniciativa de trazer novas - e boas - cervejas, bem fiéis aos estilos propostos. Um brinde! 

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