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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

WAY SESSION AMBRÉE — Últimos dias na rede ICI Brasserie

No começo de dezembro a Way Beer (Paraná) lançou sua nova cerveja com exclusividade por um mês para toda rede ICI Brasserie. Trata-se da bela Way Session Ambrée, que pôde ser degustada pela primeira vez em evento na unidade ICI dos Jardins, São Paulo capital.

Visitamos a rede no último mês pra degustar a cerveja, já que temos apreço especial por este estilo original, tão pouco explorado no Brasil: Bière de Garde.



Historicamente é um estilo que nasce na França próximo à Bélgica, especificamente nas fazendas. Nessa região a época do ano para produção era curta por diversas razões: fazendeiros não conseguiam produzir cerveja regularmente; os ingredientes não podiam ser bem preservados e necessitavam ser usados mais frescos; temperaturas ideais de produção aconteciam durante um período curto. Essa confluência de fatos fazia com que as cervejas fossem produzidas no começo do inverno e a subseqüente maturação durante a primavera provocava uma cerveja mais estável, que poderia ser consumida na sequência ou guardada por vários meses.

Falando da Bière de Garde (cerveja para guarda) moderna propriamente dita, trata-se de um cerveja de coloração âmbar, com notas de malte tostado e caramelo no aroma, ésteres frutais médios. Alguns exemplares apresentaram brettanomyces, o que traz uma característica mais ácida e animalesca. São usados normalmente lúpulos nobres, porém com aroma baixo. No sabor temos o dulçor e o toffee do malte presente e também podem apresentar sabores frutados. O corpo pode ser baixo até médio. É uma Farmhouse Ale como a Saison, porém mais adocicada e maltada.




No caso da Way Session Ambrée, com o nome já diz, trata-se de uma reinterpretação mais leve do estilo original, com menos corpo e álcool. Na sua composição foi adicionada uva Cabernet Franc (o que aumentou o aroma/sabor frutado) e foi maturada em barris de carvalho francês de tostas médias altas, o que lhe ajudou a adquirir notas de chocolate e madeira. Não apresenta brettanomyces e o aroma de lúpulo é baixo, quase imperceptível.  



O resultado dessa interpretação da Way para um estilo tão clássico e pouco executado é uma cerveja leve, com final seco apesar de seu dulçor, possível de ser apreciada e harmonizada com diversas situações. Escolhemos o Rillettes de Porc – porco confitado por 3 horas e desfiado, acompanhado de torrada e sua manteiga original.



Aproveite que é só até o começo do mês!

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Postagem e fotos:
BRUNO SIQUEIRA
Sommelier de Cervejas
Mestre em Estilos de Cervejas

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

GREEN FLASH BREWING CO. — Parte II

“Soul” em português significa “alma”. Com a Soul Style, a Green Flash Brewing Co. quer oferecer uma cerveja cuja experiência de beber proporcione ao consumidor tudo que em sua memória olfativa e gustativa remeta ao prazer singular de uma IPA, características peculiares e de forte identidade que componham a “alma” de uma India Pale Ale (à escola norte-americana, é óbvio): um amargor marcante aliado à citricidade, um frutado exuberante e potentes notas herbais. Várias IPA’s numa só, que, pretensiosamente, procura resumir no copo a “alma” desse estilo que é a bandeira da craft beer culture. Em suma, nada mais do que o próprio nome da cerveja já anuncia: uma Soul Style IPA. Intensa e única como a soul music, que nasceu nos EUA no fim dos anos 1950 entre os negros, oriunda do gospel e do rhythm’n’ blues, e despontou mundo afora na década de 1960. Uma música envolvente que fala fundo à alma e descalabra o corpo pelo ritmo. O que, afinal, pretende a Soul Style IPA: falar fundo à alma de quem a bebe e descalabrar seus sentidos com o amálgama de sensações que ele promete como “alma” do estilo India Pale Ale.



Soul Style IPA
- 6,5% ABV (Álcool)
- 75 IBU’s
- Lúpulos Citra, Simcoe e Cascade
Inebriante, para dizer o mínimo. Esta American IPA da Green Flash é uma cerveja tão perfumada que os aromas até atropelam a apreciação visual da cerveja no copo. Sob um creme branco e denso, de excelente formação e persistência, um líquido, cuja cor está no meio da estrada entre o âmbar e o tom acobreado, aguarda nosso gole sedento. Prepare-se para a “tropicalidade” anunciada no rótulo, pois é isso que você vai receber! Um soco de manga, daquelas de vez, entra pelas narinas, levando junto notas intensas de abacaxi e maracujá, seguidas por um perfume floral — talvez flor de laranjeira — e um impressionante frescor de grama recém-cortada. Há um quê de condimentado também perceptível e uma distante, longínqua nota sulfurosa, qual um pano molhado, nada alarmante, mas que não compromete e apenas contribui com a rica complexidade do buquê aromático da bebida. Uma mostra, enfim, de que os americaníssimos lúpulos Citra, Simcoe e Cascade disseram a que vieram. Facílima de beber, fresca em abundância, com um corpo leve, embora a caminho de médio, esta cerveja de elevado drinkability premia o paladar com um amargor mais rascante, de força herbal, que acompanha todo o gole até o fim, levemente adocicado, que faz rememorar as notas frutadas tropicais que haviam brindado o olfato, e ao arremate seco que incita a uma nova e generosa golada. O amargor residual prolonga-se para confirmar não só um saboroso percurso de degustação, mas também, como diria a Rainha do Soul, Aretha Franklin, que a Soul Style IPA merece “RESPECT”.

IBU. Aos assíduos leitores d’A Perua da Cerveja, nenhuma novidade. Porém, aos novos amantes de cervejas artesanais, atenção! A sigla IBU significa International Bitterness Unit, ou “Unidade Internacional de Amargor”. Logo, se você se deparar com uma cerveja com mais de 100 IBU’s, como esta Imperial IPA da Green Flash Brewing, prepare-se, amigo, para uma hecatombe de amargor! Em algumas cervejas mais, em outras menos, trata-se de uma questão de equilíbrio. Além do pronunciado amargor, o estilo Imperial IPA, ou Double IPA, apresenta um teor alcoólico mais elevado, oriundo da utilização de uma carga maior de malte, cujo dulçor decorrente serve para equilibrar a receita.

Se o movimento craft beer norte-americano reinventou a India Pale Ale britânica, coube à essa nova escola cervejeira elevar os seus limites e forjar um novo estilo, apropriadamente cunhado de Imperial India Pale Ale. Fazendo as vezes de sufixo de intensidade, o termo “imperial” bebe na tradição inglesa que o utilizou para rebatizar as Stouts com maior teor alcoólico e concentração de lúpulo produzidas para atender ao czar russo, Pedro, o Grande, e sua corte, no início do século XVIII. O “imperial”, portanto, traduz o caráter extremo da Double IPA norte-americana.

Fabricada em 1994, em Temecula, na Califórnia, pelo então jovem Vinnie Cilurzo — à epoca, sócio da Blind Pig Brewing Co.; hoje, dono e mestre-cervejeiro da aclamada Russian River Brewing Co. —, a cerveja Blind Pig Inaugural Ale é considerada a primeira Imperial India Pale Ale comercial da história. Dito tudo isto, que tal desvendar a história de aromas e sabores que a Imperial IPA da Green Flash nos reserva no copo?



Imperial IPA
- 9,0% ABV (Álcool)
- 101 IBU’s
- Lúpulos Summit e Nugget
Aos olhos, um dourado fechado, com forte inclinação para o cobre, é complementado por uma espuma clara, de boa formação e média a baixa retenção, haja vista o elevado grau alcoólico. O lúpulo norte-americano Summit, de pegada cítrica, e o alemão Nugget, de características herbais e picantes, utilizados sem economia e com extrema generosidade, já adiantam os aromas que vêm a seguir. Num primeiro instante, há uma nota bem peculiar de lúpulo, um cítrico assertivo, qual casca de limão, enlaçado a um perfume condimentado instigante. Depois, um tapa de éter mostra a potência dos 9,0% de álcool. Frutas, como abacaxi, laranja, grapefruit e damasco, complementam o perfil aromático. De corpo médio, com um toque macio para leve na língua, apresenta um amargor fortíssimo, de caráter herbal, desde o início do gole, que persiste, deixando uma sensação resinosa na boca. O paladar amargo é acentuado, porém, não agressivo, o que demonstra o equilíbrio com o dulçor, perceptível, de sua boa base maltada. Ao fim do gole, sente-se um aquecimento na garganta provocado pelo álcool desta acertada Imperial IPA.




Recorde tudo que leu anteriormente sobre Imperial IPA, ou Double IPA. Pois bem, basta dizer que a Green Bullet é uma Triple India Pale Ale para se ter uma noção do caráter mais que extremo de amargor que podemos esperar dessa cerveja. Inicialmente criada para comemorar o 9º aniversário da Green Flash Brewing Co., em 2011, ela angariou tantos fãs-bebedores que a partir de 2013 passou a integrar a linha sazonal da cervejaria, neste caso, de setembro a dezembro.

Cerveja inédita no Brasil, desenhada para atordoar até mesmo os mais fanáticos hop hunters, ou “caçadores de lúpulo”, ela buscou lúpulos neozelandeses para lhe conferir um perfil diferenciado e marcante: o Pacific Gem, utilizado tipicamente para conferir amargor, além de trazer notas frutadas e amadeiradas; e o Green Bullet, de excelente poder de amargor e também notabilizado por suas notas frescas de pinho e limão.

Para arrematar, ela recebe ainda um dry-hopping do lúpulo Green Bullet que lhe dá nome — lembrando que o dry-hopping é um procedimento utilizado para incrementar o aroma da cerveja sem elevar seu amargor e cuja técnica consiste em adicionar lúpulo durante a fase de fermentação, de maturação ou até mesmo no próprio barril da bebida. Sem mais delongas, vamos degustá-la?



Green Bullet
- 10,1% ABV (Álcool)
- +100 IBU’s
- Lúpulos Pacific Gem e Green Bullet
Uma espuma bege, bem formada, de média a baixa retenção, é o abre-alas de um líquido de coloração âmbar que, conceitualmente, promete ser hardcore. Um chute de isovalérico, aquele já falado odor próprio aos queijos azuis, invade todo o aroma pelas quantidades grosseiras de lúpulo utilizadas nessa receita para criar não uma Double, mas uma Triple India Pale Ale. Em meio a esta forte e intensa fragância lupulada, é possível sentir notas cítricas, de pinho, e também de caramelo, por conta da excelente base maltada arquitetada para dar suporte e equilíbrio à lupulagem cavalar da receita. Pimentão, um que de spicy e o álcool, com seus 10,1% também comparecem, acompanhados lá no fim da fila, distante, por uma nota de anis estrelado. De corpo médio, ela deixa certo travo na língua, tal a aspereza provocada pelos lúpulos. À boca, o dulçor pretendido — e alcançado — é bastante perceptível, propiciando um sabor amargo intenso, duradouro e equilibrado, por incrível que pareça, afinal, sua proposta inicial era agressividade. O aquecimento na garganta é muito leve, apesar dos 10,1% de álcool, o que demonstra sua inserção certeira. O final é seco, seco e seco. Com o perdão do trocadilho, a Green Bullet é um tiro de cerveja!

O que fica, enfim, desta experiência degustatória proporcionada pela importadora Buena Beer, ao alcance do consumidor brasileiro nas prateleiras das lojas especializadas e em bares, é o diferencial do frescor do lúpulo, possibilitado pela complexa logística de importação via avião. Não há como beber cervejas norte-americanas mais frescas — pelo menos em solo brasileiro! E garanto, amigos: vale cada gole!

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Postagem e fotos:
RÔMULO COELHO
Jornalista, poeta, assumidamente nerd, amante da boa gastronomia e sommelier de cervejas formado pela parceria Doemens/SENAC.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

GREEN FLASH BREWING CO. — Parte I

O que seria da famosa pizza Margherita sem as perfumadas folhas frescas de manjericão? Quer coisa melhor que um pãozinho fresco, recém-saído do forno, no café da manhã?

E o que seriam das cervejas do estilo India Pale Ale, as IPA’s não fossem os lúpulos, seus perfumes, seus temperos, seu frescor? Quem já teve a oportunidade de beber uma IPA no pub de uma fábrica sabe bem a diferença que este “frescor” confere ao aroma e ao paladar.

Ciente desta prerrogativa degustatória e lupulomaníaca como a imensa maioria dos apaixonados adeptos das cervejas especiais, a importadora Buena Beer trouxe um pedaço — dos mais aromáticos e saborosos — de San Diego, na Califórnia, para o Brasil. Via avião, encurtando a distância e o espaço de tempo que separam a fábrica do consumidor final, e, portanto, garantindo o máximo de frescor dos lúpulos norteamericanos, ela importou a linha de cervejas de caráter mais lupulado da californiana Green Flash Brewing Co., uma das cervejarias mais celebradas no cenário atual pela qualidade de suas criações.

A Perua da Cerveja, por meio deste escriba e sommelier, esteve presente ao festivo portão de desembarque da Buena Beer no templo cervejeiro do Delirium Café, em Ipanema, no Rio de Janeiro, e conta agora como foi essa “amarga” — mas docílima em prazer — experiência sensorial através dos 5 rótulos aqui disponíveis, 2 deles inéditos no Brasil, pela importadora.



Cerveja, antes de tudo, é história. Sempre. E degustar uma cerveja é também apreciar os sabores que reservam a sua história. A “30th Street”, que serve de nome a esta American Pale Ale de altíssimo drinkability, é a principal estrada a interligar o Norte e o Sul de San Diego no lado Leste do Balboa Park — que nada tem a ver com Rocky Balboa, o fictício boxeador da Filadélfia eternizado nas telas por Sylvester Stallone. O Balboa em questão foi o conquistador espanhol Vasco Núñez de Balboa, que, ao atravessar o istmo do Panamá, em 1513, tornou-se o primeiro europeu a liderar uma expedição que atingira o Pacífico a partir do “Novo Mundo”.

Um dos mais antigos dos Estados Unidos dedicado ao uso recreativo público, o Balboa Park, com uma área de quase 5km2, abriga zonas de vegetação natural, jardins, trilhas, museus, teatros e o famoso Zoológico de San Diego. Ao longo dos últimos anos, à medida que mais e mais cervejarias foram abertas em San Diego (grandes, micros, nanos e brewpubs), a “30th Street” tornou-se conhecida por sua efervescente e dinâmica cena cervejeira artesanal. É em homenagem a esse “corredor” da craft beer culture que a Green Flash Brewing batizou esta cerveja de 30th Street Pale Ale, então lançada em 2008 para comemorar o 6º aniversário da cervejaria. Mas o que esperar dessa cerveja?



30th Street Pale Ale
- 6,0% ABV (Álcool)
- 45 IBU’s
- Lúpulos Warrior, Cascade e El Dorado
Uma espuma clara, de boa formação e persistência, encima um líquido alaranjado, de um dourado caminhando em direção ao cobre. Como era de se esperar numa cerveja de lúpulos norteamericanos, o cítrico predomina no aroma, com notas marcantes de laranja da terra e um maracujá inebriante, sensual. Nessa levada, instantes de pitanga, talvez acerola, também comparecem. Um perfume de tangerina se insinua, leve, com agradáveis notas de melão que perduram no olfato. Um jardineiro imaginário passa a foice, deixando sobressair o aroma de grama cortada; seguindo esta nota herbal, sucedem-se, pelos lúpulos, laivos de boldo, carqueja. Como já fora dito inicialmente, esta American Pale Ale (ou uma India Pale Ale em qualquer outra rua que não a “30th Street”, segundo definição da própria Green Flash) tem um alto drinkability — derivado de seu corpo leve, seu quê de frescor, tanto dos lúpulos quanto tributário de seu caráter cítrico, e o fim seco, com um salgado persistente, que, mais do que convidar, incitam a um novo gole, e outro, e outro, e outro. Algo de picante, condimentado, pinica o final do paladar. Após algum tempo, elevada um pouco a temperatura da cerveja, revelam-se notas de pimentão na boca. O álcool não se faz notado. O amargor, pelo contrário, é marcante, mas não gritante. Uma cerveja, enfim, saborosa que faz justiça ao boulevard cervejeiro que carrega em seu nome: “30th Street”.




Citra; Session; e India Pale Ale. Em outras palavras: Citricidade pungente; baixo teor alcoólico aliado a leveza e drinkability; e o amargor típico (e esperado) do estilo que facilmente pode ser considerado o estandarte do movimento craft beer — eis uma rápida definição da Citra Session India Pale Ale, cerveja inédita no Brasil, que integra desde 2013 a Hop Odyssey, a “Odisseia Lupulada” anual, de edição limitada, produzida pela Green Flash Brewing. Antes da degustação, que tal dar alguns goles sobre o conceito da cerveja já enunciado no rótulo?

Citra, na verdade, é uma marca registrada (trademark) lançada pela Hop Breeding Company em 2007 para um lúpulo híbrido, fruto do cruzamento de outras plantas, apelidado de “X-114”, produzido pela primeira vez em 1990. De aroma marcante, ele carrega diversos tipos de lúpulo em sua complexa linhagem, dentre os quais o alemão Hallertau Mittelfrüh, o varietal norteamericano do Tettnanger e o britânico East Kent Golding. O lúpulo Citra virou quase que sinônimo da (nova) escola cervejeira americana, afinal, reúne o amargor e o toque cítrico tão característicos às suas cervejas. Considerado um curinga, ele consegue ser eficaz tanto em proporcionar amargor, visto sua alta concentração de alfa-ácidos, quanto em conferir aromas, frutados (melão, manga) e cítricos (grapefruit, lima, maracujá, lichia, physalis), em especial e amiúde, daí o seu nome de batismo: Citra.

Falemos agora sobre as Session Beers... Grosso modo, esta categoria de cervejas é a suavização de algum estilo visando um elevado drinkability — “bebabilidade” para beber em grandes quantidades. E, neste sentido, apresenta teor alcoólico mais baixo do que o preconizado pelo estilo de origem da cerveja (em geral, não excedendo os 5% ABV). A modinha session começou por aqui em 2014 — e, diga-se en passant, para ficar, haja vista nossa tropicalidade sedenta por refrescância —, mas o termo inglês (traduzindo: sessão, período de tempo) remonta à Inglaterra, durante a Primeira Guerra Mundial, decorrida entre 1914 e 1918. À época, eram cervejas deste tipo, menos alcoólicas, como as do estilo Mild Ale, que os trabalhadores ingleses consumiam no intervalo (ou session) do trabalho para evitar que retornassem embriagados ao serviço.

Quanto ao estilo India Pale Ale, disseminou-se a lenda cervejeira — muito por sua verossimilhança e plausibilidade — de que foi criado por ocasião da colonização britânica na Índia, a fim de atender a demanda das tropas e colonos ingleses por cervejas da terra natal, que, ao fim e ao cabo, serviriam não apenas para matar as saudades daquele paladar, mas também para enfrentar o forte calor indiano e a escassez de água potável. As cervejas Pale Ale, entretanto, não aguentavam o longo curso das viagens de navio que partiam da Inglaterra rumo ao Oriente e chegavam estragadas à Índia. Contudo, tal problema foi resolvido com dosagens extras de lúpulo e incremento do álcool, ambos elementos notoriamente conservantes da bebida e que, portanto, conferiam-lhe maior durabilidade.

Eis uma versão romântica, mas controversa, uma vez que, ao lado das Pale Ale, as cervejas do estilo Porter eram as mais populares no território inglês no século XVIII e, convenhamos, mais resistentes à viagem transoceânica que as IPA’s em questão. Além disso, não havia a necessidade explícita de se inventar um novo estilo para suportar o transporte marítimo, visto que as cervejas inglesas já atendiam aos colonos, marinheiros, soldados e oficiais na Índia desde as primeiras décadas dos anos 1700. Armazenadas em barris onde poderiam durar um ano ou mais, elas eram exportadas para lá mais de um século antes do surgimento da IPA, cujo termo primevo “East India Pale Ale” fora utilizado pela primeira vez na Inglaterra, em 1835, num anúncio publicado no jornal The Liverpool Mercury — e, pasmem!, na Austrália, em 1829, numa propaganda do periódico Sydney Gazette and New South Wales Advertiser.

Anúncio da Hodgson and Co. para sua “East India Pale Ale”,
em 30 de Janeiro de 1835, no The Liverpool Mercury


Em propaganda no jornal australiano Sydney Gazette,
de 29 de Agosto de 1829, Mr. Spark anuncia venda,
entre outros itens, de cerveja “East India Pale Ale”


Embora registros comprovem que, no fim da década de 1760, cervejeiros foram alertados que era “absolutamente necessário” colocar uma carga adicional de lúpulo à cerveja destinada ao consumo em localidades de clima mais quente, não há (até então) qualquer evidência que ligue este conselho à exportação de cervejas mais lupuladas por qualquer fabricante — nem mesmo George Hodgson, dono da Bow Brewery, a quem se credita o pioneirismo em incrementar a lupulagem das cervejas exportadas para o Oriente, o que fez com sua Pale Ale.

Romantismos, controvérsias e imprecisões à parte da versão que vingou no imaginário lupulado popular acerca da origem do estilo India Pale Ale que tanto amamos, o fato é que ele — até que uma nova pesquisa revele o contrário — nasceu na Inglaterra e sua história envolve mais diversos personagens (Companhia das Índias Orientais; Guerras Napoleônicas; a cidade de Burton-on-Trent; Samuel Allsopp e sua cervejaria; entre outros), que por si só valeriam uma nova postagem n’A Perua da Cerveja.

Sendo assim, sorvidos os goles históricos sobre Citra, Session Beer e India Pale Ale, que tal apurar nossos sentidos para a Citra Session India Pale Ale, da Green Flash Brewing?



Citra Session India Pale Ale
- 4,5% ABV (Álcool)
- 65 IBU’s
- Lúpulo Citra
Um líquido dourado, com leves reflexos acobreados, é coroado por uma espuma branca de ótima formação e persistência. Feita especialmente para a “Odisseia Lupulada” da Green Flash, a cerveja faz jus ao “Citra” que carrega no nome e em sua receita, proporcionando ao olfato as notas frutadas e cítricas que este lúpulo prenuncia: manga, maracujá, nectarina, damasco, um abacaxi de vez, ainda verde, com toda sua pujança ácida, e também laranja, mas insinuando o doce em compota. Há ainda um pouco de capim-limão, embora sufocado pelas frutas, porém ali, presente. Um quê de spicy comparece, leve. Há algo, fraco, de isovalérico, aquele odor típico dos queijos azuis, mas sem comprometer o buquê aromático da cerveja; pelo contrário, somando e dando complexidade ao todo. Como uma session beer deve ser, tem um bom drinkability, afiançado por seu corpo, leve a ponto de sugerir uma sensação de que a cerveja não se realiza, não chega lá, quando, na verdade, sua formulação intenciona este elevado grau de leveza. Na boca, o amargor grita, como Jack Torrance n’O Iluminado, buscando uma analogia apropriada quanto à sua intensidade, e é cortante como o fio do machado deste personagem de Jack Nicholson. Ao passo do relógio, o sabor amargo inicial sofre progressiva suavização, mas perdura, não some. Notas sutis de limão e pinho complementam o paladar herbal desta Citra Session India Pale Ale que diz ao que veio: ser bebida, MUITO bebida!

Não perca a próxima postagem, com a Parte II das cervejas degustadas da Green Flash Brewing Co.Soul Style IPA, Imperial IPA e Green Bullet. Até lá!

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Postagem e fotos:
RÔMULO COELHO
Jornalista, poeta, assumidamente nerd, amante da boa gastronomia e sommelier de cervejas formado pela parceria Doemens/SENAC.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

SANTÉ! BAR - O ponto cervejeiro mais agradável, fora do eixo Pinheiros/Vila Madalena

Talvez o título desse post pareça um pouco pretensioso, mas foi exatamente esta a nossa sensação ao sair do Santé! Bar, em um começo de madrugada de sábado, no mês passado.

Localizado na Zona Sul de São Paulo, capital, mais especificamente no bairro Chácara Santo Antônio, o espaço tem tudo (e mais um pouco) do que se deseja em um bar cervejeiro: ótimas opções on tap, muita variedade em garrafas, comida saborosa e discos de vinil. SIM! Discos de vinil! Você pode levar o seu pra escutar na vitrola, disponível em um cantinho mágico, ou aproveitar o acervo da casa.



Com pouco mais de 1 ano de vida, o bar é administrado por Cristiano Alves, que já trabalhava com cervejas antes de montar o espaço. Vem da família de Cris um dos símbolos do bar, a já famosa tilápia defumada, desenvolvida e curada por seu pai, no sul de Minas, onde vive. Suave, suculenta e bem temperada, é servida em porções de entrada. Realmente ficamos apaixonados pelo prato, que é simples, sem frescura e saborosíssimo. Já havíamos escutado falar muito bem do croquete de mortadela da casa, mas como chegamos tarde, infelizmente já havia acabado. O bar conta com um cardápio variado de petiscos e pratos principais.



Aproveitamos a visita para provar alguns dos chopes que estavam disponíveis no dia e também algumas garrafas. Com toda qualidade fomos servidos por uma excelente Struise T.H.R.E.E on tap, tripel maravilhosa envelhecida em barril de bourbon Wild Turkey. Na sequência pedimos uma Struise Pannepot, La Trappe Tripel, Dieu du Ciel Rosée D'hibiscus (witbier com flor de hibisco) e 3 Lobos Diabolique (IPA com limão capeta).



Na vitrola se revezavam discos de new jazz e música latino americana, um tom diferente (apenas) do que costuma acontecer na maior parte dos bares cervejeiros de São Paulo. 


[CONHEÇA TAMBÉM OUTRA CASA DE SÃO PAULO: BOSS - HOME OF THE BLUES]


O bar já estava no horário de fechar mas Cris resolveu nos mostrar as experiências que desenvolvem no bar com mixologia baseada em cerveja. Já com as portas abaixadas e com o som ligeiramente mais alto, nos apresentou o drink que leva o nome da casa, Santé! Hop Fresh. Uma surpresa deliciosa para aquela madrugada, feito com cachaça Leblon Signature Merlé, cerveja Invicta Boss (Imperial IPA), licor a base de cascas de laranja, uma fatia de carambola e gelo redondo “curado” por mais de 48 horas. Aroma e sabor cítrico, abraçados pela textura amadeirada da cachaça que é envelhecida em barril de carvalho francês. Realmente sensacional, talvez o drink com cerveja mais equilibrado e refrescante que tive oportunidade de experimentar.



Entre papos sobre cortes de wagyu, discos raros e drinks, para mim, morador há quase 10 anos desse pólo cervejeiro que se tornou Pinheiros, ficou a lição: sair do “bairro de conforto” na hora de escolher um lugar para experimentar novas cervejas, pode ser uma experiência bem inesperada.

PACOTES PARA CONFRATERNIZAÇÕES DE FINAL DE ANO:
Incluindo chope Pilsen Bamberg, mais petiscos, sai a R$ 120 por pessoa, para grupos acima de 10. Outra opção é incluir nesse pacote um dos quatro tipos de hambúrgueres, entre eles o que leva o nome da casa, que acompanha Queijo Serra da Canastra, Tomate e Cebola Roxa, o valor aumenta para R$ 140. Para os apaixonados por cerveja e que desejam mudar o estilo do chope na hora de beber, pode optar pela India Pale Ale – subindo o preço para R$ 160.

MAIORES INFORMAÇÕES:
SANTÉ! BAR
Rua Fernandes Moreira, 384 – Chácara Santo Antônio – tel: (11) 3567-0569
Horários: Fechado aos domingos e segundas. Terças às sextas, das 17h até 23h30. Sábados, das 13h até 22h30.

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Postagem e fotos:
BRUNO SIQUEIRA
Sommelier de Cervejas
Mestre em Estilos de Cervejas

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

BOTECO CARIOQUINHA - Quarta combo

Hoje, a partir das 18h, o Boteco Carioquinha vai se transformar no lugar perfeito para os amantes de uma boa cerveja e hambúrgueres. A Quarta Combo chega em grande estilo para espantar o calor com a promoção de Coruja Extra Viva 1 litro, acompanhada pelo Hambúrguer do Brooklyn, de R$79,80 por R$29,90. O burguer é 100% artesanal feito na casa com carne bovina e pernil suíno defumado, acompanhado de molho de tomate da casa, mussarela, anéis de cebola  empanados e batata frita em espiral. Cada pessoa tem direito a pedir 1 combo.



Serviço:
Quarta Combo no Boteco Carioquinha
Av. Gomes Freire, nº 822 – Lapa | 2252-3025
Quarta-feira, 16 de dezembro, a partir das 18h

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

CONCURSO CASA OLEC 2 ANOS - Conheça os finalistas

Sábado passado, foi realizado em Belo Horizonte-MG, o concurso de cerveja caseira promovido pela Casa OLEC, em comemoração aos seus dois anos de vida. O estabelecimento é uma loja especializada para quem quer fazer cerveja artesanal, com venda de equipamentos, insumos, kits e tudo relacionado à cultura cervejeira.



O estilo escolhido para o concurso foi o Specialty IPA, categoria incluída na edição de 2015 do guia de estilos BJCP. Essa categoria abrange os tipos atualmente já definidos no guia (Black IPA, Brown IPA, White IPA, Rye IPA, Belgian IPA e Red IPA), mas também outras variantes, desde que não contempladas em outras categorias.



A Casa OLEC divulgou ontem a lista dos cinco finalistas - que segue abaixo - que estão no páreo da disputa. A competição contou com 250 inscritos e o resultado final será divulgado no sábado que vem, na festa de dois anos da casa:

Bruno Macieira Neiva
Jarbas Dantas Menezes
Mauricio Maciel Soares
Rafael Campolina Melo
Vinicius Resende Silveira

O primeiro lugar vai ganhar a Cigarra Elétrica, um equipamento automatizado para produção caseira de cerveja, com preço médio de R$ 9000. O segundo lugar vai ganhar R$ 800 em compras na Casa OLEC e o terceiro lugar vai ganhar R$ 500 em compras. Todos os três também ganharão um kit de cervejas especiais.



Parabéns aos envolvidos pela iniciativa e parabéns aos competidores participantes, que vença o melhor!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Das Bier Australian Pale Ale - Estilo de chope raro para refrescar o verão

Para comemorar o mês de aniversário e trazer boas energias neste fim de ano, a Das Bier apresenta uma nova opção para os consumidores. A partir do dia 16 de dezembro, data de fundação da cervejaria, os fãs da marca poderão apreciar o novo Australian Pale Ale (APA). De corpo leve e refrescante, o estilo é pouco conhecido no Brasil, mas cai perfeitamente bem com o nosso verão. “A bebida também é muito aromática e seca, características presentes nos lúpulos australianos utilizados na fórmula e que ajudam a ressaltar notas de maracujá, melão e apricot, harmonizando bem com frutos do mar, o que é perfeito para a estação mais quente do ano”, explica o gerente de Produção e Beer Sommelier da Das Bier, Leandro Schmitt.



Com um teor alcoólico de 4,8%, a novidade amplia a linha de chopes e fará parte da família das recém-lançadas cervejas pasteurizadas, que inicialmente estarão à disposição dos fiéis seguidores no bar da fábrica, em Gaspar, no Das Bier Kneipe do Shopping Park Europeu e na filial de Balneário Camboriú. A partir de 2016, a cervejaria possui planos de ampliação dos pontos de venda das cervejas. Além do Australian Pale Ale, o consumidor poderá comprar os estilos Pilsen, Weizen, Pale Ale, Braunes Ale, Stark Bier e Roggen Kölsch engarrafados.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

GASPAR FAMILY BREW - Lambreta Red Ale está de volta às torneiras da cidade, na companhia da Gaspar APA.

Depois de seu lançamento no Mondial de la Bière Rio, por onde passaram 38 mil pessoas, a Lambreta Red Ale volta à cena cervejeira em dois eventos: Village Art Beer e Gastro Beer Rio. A receita foi a vencedora do segundo episódio do programa Cervejantes e fez muito sucesso durante os quatro dias de Mondial.



A Gaspar Family Brew fez sua estreia no mercado de cervejas artesanais carioca, no dia 13 de outubro, com sua Gaspar APA.  A marca surge com um DNA familiar, já que os sócios, Marcelo e Tomás Gaspar, são pai e filho, e pretende incentivar a união e o estreitamento de laços entre as pessoas através da bebida. “Queremos que as pessoas criem histórias com a nossa cerveja”, comenta Tomás, que elaborou sua primeira receita da bebida em homenagem a avó, também conhecida como Appa.
A cerveja uniu ainda mais a família, que estudou e se especializou no assunto, além de dar início a uma parceria comercial entre Marcelo e Tomás para o lançamento da Gaspar Family Brew.

GASPAR APA - 6,0 % ABV
Cerveja do estilo American Pale Ale, aromática, com notas cítricas, característica dos lúpulos norte americanos, que remetem a maracujá, manga e pêssego. Ao mesmo tempo, traz o dulçor do malte, equilibrando o amargor e convidando ao próximo gole.



LAMBRETA RED ALE - 6,0% ABV
Cerveja do estilo Irish Red Ale, coloração avermelhada, trazendo o dulçor do malte. Apresenta notas de caramelo, toffee e um leve tostado no final.

Segue agenda dos próximos eventos:
De 10 a 13/12 (10 a 12, das 16h às 23h; 13, das 16h às 21h)
Village Art Beer (Village Mall: Av. das Américas 3.900, Barra da Tijuca)
Estaremos com APA e Lambreta R$ 12 (300 ml)

Dias 12 e 13/12 (das 13h às 21h)
Gastro Beer Rio (Quinta da Boa Vista: Av. Pedro II, São Cristóvão)
Estaremos na Motocerva com a Lambreta a R$ 10 (300 ml)

Dia 16/12 (a partir das 19h)
A Lambreta será plugada no Booze Bar (Av. Mem de Sá 63, Lapa)

Dia 27/12
Project Burger + Gaspar no Brewteco (Rua Dias Ferreira, 420, Leblon)
Estarão plugadas APA e Lambreta.



Maiores informações:
Gaspar Family Brew


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

GASTRO BEER RIO - 2ª edição terá número maior de cervejarias, food trucks e food bikes

Após receber mais de 20 mil pessoas na primeira edição, o Gastro Beer Rio volta a ocupar a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, nos próximos dias 12 e 13 de dezembro, com um número maior de expositores. Serão 60 atrações, entre cervejarias artesanais, food trucks e beer trucks. Só de cervejas especiais são 25 expositores, com mais de 100 rótulos. O evento, que tem entrada gratuita, conta ainda com ocupações de artistas que se apresentam nas ruas do Rio. O Gastro Beer Rio funcionará das 13h às 21h e ocupará a Alameda das Sapucaias, uma área de uma área de 3600 metros quadrados na entrada principal do parque.

- A ideia é que as pessoas usem todo esse espaço para passar um dia agradável em família e aproveitem as outras atrações do parque, e do próprio bairro, como os museus e o zoológico - explicam Ana Paula Gomes e Adriana Jordan, diretoras da AAposta, empresa organizadora do evento.



ATRAÇÕES:

Cervejarias premiadas
Quem for ao evento encontrará opções variadas de cervejas e chopes especiais, nacionais e importados. Entre as atrações estão cervejas premiadas na edição 2015 do Mondial de La Bière, o maior salão cervejeiro do Brasil. É o caso do chope Beatus da Mistura Clássica, e do Suklaata, produzido pela Penedon, ambos medalha de ouro. O evento receberá ainda atrações de outros estados como a Cervejaria do Gordo e Cervejaria Ravache, de São Paulo. Entre os food trucks estão nomes novos e outros já conhecidos dos cariocas como o Mineiroca e o Paris Gourmet.



Ocupação Artística
Artistas que se apresentam nas ruas do Rio promoverão ocupações artísticas em diferentes horários e áreas do evento. Músicos, malabaristas, palhaços, estátuas vivas estão entre os convidados para as apresentações.

Tour na Quinta da Boa Vista
Será realizado sábado e domingo, das 13h às 17h, com roteiros que passam por atrações turísticas da região como o Jardim Zoológico, Museu Nacional, Ilha dos Amores/Templo em Ruína, Portão da Coroa, Pavilhão para Música e Marco da Coroa. Os passeios guiados custam R$ 12 por pessoa. Grupo de três pessoas custa R$30 e criança até 11 anos R$ 7. O passeio será formado com um grupo de no mínimo 15 pessoas e as inscrições serão realizadas na Alameda das Sapucaias, no espaço da AGTUBIS, em frente ao Museu Nacional.

Oficina de Cupcakes e Biscoitinhos Decorados
Promovido pela empresa Doce Amore, as oficinas serão realizadas durante todo o período do evento. As crianças poderão confeitar os cupcakes, decorar os biscoitos amanteigados e tirar fotos com os aventais e chapéu de confeiteiro. Ao final, elas receberão uma caixinha como lembrança para levar os Cupcakes feitos na oficina, um lacinho de fita e adesivo e um certificado "mestre cuca" personalizado. Valor por criança: R$15.



O Gastro Beer Rio conta com o apoio da Prefeitura do Rio, através da Subprefeitura do Centro, do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Câmara Comunitária de São Cristóvão, da AGTUBIS e da Região Administrativa de São Cristóvão.

EXPOSITORES:

Cervejarias
Biere Moulin; Brew Busz; Cerva Rock; Cerveja do Gordo; Cerveja Irada; Cerveja Rio Carioca; Cerveja Valenciana; Cervejaria Donna; Cervejaria Extrema; Cervejaria Fraga; Cervejaria Malte Carioca; Cervejaria Oceânica; Cervejaria Ravache; Contrabando Beer Truck; Dead Dog; Devotos da Cevada / Bier & Wein; Doblo Beer; Hija de Punta; Komcerva Cervejas Especiais; Lhama Loca; Malte Carioca; Penedon; Pilot Beer; Saideira Beer Truck e Three Monkeys Beer.



Food truck
Dogaria Food Truck; Shushi Barcellos; Mineiroca; Bread n' Beer; Paris Gourmet; Só Coxinhas; Creperia Cliché; BREAK BURGER; Big Head Food; LUG'S BATATA BELGA; Ducas Homemade; Tok Gourmet; The Black Box  e Tia Coruja Comfort Food

Food bikes
Tequesos; Churros Los Fabulosos; Biketequim; Doce Beijinho; BC Bistô; Splendido; Brigadeiros da Pati; Tia Coruja Comfort Food; Brownie Bike; Marias Fouet; Nóh! Pão de Queijo Artesanal; Café Bruno Couto; Sabores de Familia e DOCE AMORE CUPCAKE



SERVIÇO:
2ª Edição do Gastro Beer Rio
Data: 12 e 13 de dezembro de 2015
Horário: das 13h às 21h
Entrada franca
Local: Quinta da Boa Vista - Alameda das Sapucaias.
Transporte: O evento promove a campanha: "VÁ DE TÁXI". Há ainda estacionamento privado na Quinta da Boa Vista (com taxa).
Linhas de ônibus: 209, 277, 298, 310, 311, 312, 313, 371, 472, 473, 474, 476, 462, 460,461, 463, 600C, 610B, 665, 721D
Metrô e Trem: É preciso descer na estação de São Cristóvão.